ENTRE SINAIS E PALAVRAS: O PODER DA CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS NA ALFABETIZAÇÃO DE CRIANÇAS SURDAS
o trabalho completo pode ser acessado em:
https://_dc-mx.9c1c5777875a.conedu.com.br/artigo/visualizar/133702
RESUMO:
Este artigo tem como objetivo promover uma discussão sobre a importância da contação de histórias no processo de alfabetização de crianças surdas. Para isso, adotamos uma estratégia metodológica baseada na revisão de literatura, com ênfase nas contribuições de Mantoan (2003), Nascimento (2011) e Souza (2005). Esses autores são essenciais para a reflexão sobre a alfabetização e a comunicação de surdos, defendendo modelos bilíngues que valorizam a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como língua materna e a Língua portuguesa como segunda língua. Eles enfatizam a necessidade de uma abordagem pedagógica que respeite as especificidades linguísticas e culturais dos alunos surdos, além de destacar a importância da formação de professores capacitados para implementar essa abordagem. Como considerações finais, apresentamos algumas dicas e estratégias para uma contação de histórias para crianças surdas: utilizar a Língua de Sinais, incorporar recursos visuais, exagerar nas expressões faciais e corporais, variar o ritmo e fazer pausas, usar recursos digitais ou vídeos, escolher histórias com temas visuais e envolver as crianças ativamente. Adaptar a contação de histórias para crianças surdas é uma forma de garantir que elas também possam vivenciar a magia das narrativas, ao mesmo tempo em que se sentem respeitadas e incluídas no processo. A chave está em usar a comunicação visual e sinalizada de maneira criativa, transmitindo emoções e enredos de forma eficaz e acessível.
Palavras-chave: Inclusão, Educação de Surdos, Contação de História, Alfabetização Bilíngue.