quinta-feira, 28 de março de 2019


Sociedade Brasileira de Física desenvolve projeto de Olimpíada para alunos do Ensino Médio

Em 2000 a Física na Escola, na sua primeira edição publica um artigo mostrando a importância da Olimpíada Brasileira de Física para estudantes do ensino médio e que na sua primeira edição em 1999 contou a participação de mais de 13 mil alunos em diversas unidades da Federação.

Como tornar a disciplina de física mais atrativa para alunos do ensino médio? Como despertar nestes alunos a vontade de aprender mais sobre física? Para estimular nos estudantes o interesse pela ciência, e particularmente pela física, motivando-os junto com seus professores ao estudo e à aprendizagem da física, a Sociedade Brasileira de Física (SBF) criou, em 1998, a Olimpíada Brasileira de Física (OBF). O projeto teve sua primeira realização oficial em 1999 e já na primeira vez envolveu na fase estadual mais de 13 mil estudantes em diversas unidades da Federação. Com a Olimpíada, a SBF pretende estimular os estudantes a enfrentar desafios intelectuais de ordem científica; contribuir para o aperfeiçoamento dos currículos escolares do ensino médio e fundamental na área das ciências; proporcionar o desenvolvimento de novas metodologias de ensino, tanto na área experimental como na área de simulações, e na análise e resolução de problemas; obter informações sobre os limites de conhecimento dos estudantes nas suas respectivas faixas etárias, níveis de escolaridade e sobre o processo de aprendizagem da física de maneira geral. Aproximando universidades, professores e estudantes das escolas de ensino médio, e identificando alunos talentosos em física para estimulá-los a seguir carreiras científicas e tecnológicas, a Olimpíada Brasileira de Física tem merecido atenção da SBF como projeto permanente. Para seus organizadores, o ensino de física é uma atividade que precisa de grande preparo e afinco do professor e muito interesse e autodisciplina do aluno, habilidades que exigem motivação. “A realização de um evento nos moldes de uma Olimpíada é uma forma que tem se mostrado, onde aplicada, de custo comparativamente reduzido para estimular alunos e professores. Esses aspectos são particularmente importantes num universo de mais de 20 mil professores e 8 milhões de estudantes do ensino médio, distribuídos em mais de 15 mil estabelecimentos de ensino, em um país de dimensões continentais, como o Brasil”, declara o professor José David Vianna, presidente da Comissão da Olimpíada Brasileira de Física. Evento Bem-Sucedido Como um dos objetivos da OBF é contribuir para o aperfeiçoamento dos currículos escolares no tocante ao ensino de ciências, a SBF aplicou no primeiro ano do evento um questionário destinado a todos os participantes no qual foram solicitadas informações sobre itens como: número de aulas de física que os alunos têm por semana e dificuldades encontradas na resolução das questões, entre outros. Como resultado da consulta, os organizadores constataram que 71% dos estudantes da rede pública têm soNeste artigo acompanharemos um pouco da história de uma atividade que envolve mais de 13 mil estudantes em todo o país. Sociedade Brasileira de Física desenvolve projeto de Olimpíada para alunos do Ensino Médio A sociedade Brasileira de Física criou a Olimpíada Brasileira de Física, que teve sua primeira realização oficial em 1.999 e envolveu na fase estadual mais de 13 mil estudantes em diversas unidades da Federação Olimpíadas de Física Física na Escola, v. 1, n. 1, 2000 13 mente duas aulas de física por semana, enquanto na rede particular apenas 6% têm esta carga horária; 20% dos estudantes da rede pública têm três ou quatro aulas de física por semana, enquanto na rede particular os alunos com esta carga horária atingem 72%; 19% dos alunos da rede particular possuem cinco ou seis horas semanais de aulas de física, para apenas 2% dos alunos da rede pública com esta carga horária. “Esta diferença, com certeza, é uma das causas do pequeno número de estudantes da rede pública entre os vencedores da OBF”, considera Vianna. Características da OBF A Olimpíada Brasileira de Física é organizada por uma comissão nacional denominada Comissão da Olimpíada Brasileira de Física (COBF), com sede na SBF, que está situada na Cidade Universitária da USP, em São Paulo. Os trabalhos da OBF são promovidos em cada estado por uma coordenação estadual, cuja sede encontra-se, em geral, numa universidade federal ou estadual. A Olimpíada Brasileira de Física é constituída de provas de conteúdo, conhecimento e interpretação de fenômenos físicos, destinadas a alunos regularmente matriculados no ensino médio. É dividida em três fases: uma classificatória (1a fase), realizada nas escolas; uma estadual (2a fase), realizada nas sedes estaduais e regionais; e uma nacional (3a fase), também realizada nas sedes estaduais. Os estudantes melhores classificados de cada fase são inscritos para a fase seguinte. Uma das diferenças entre a segunda e a terceira fase é a correção das provas: na segunda fase, as provas são corrigidas nos estados por comissões determinadas pelos respectivos coordenadores, enquanto que as provas da terceira fase são corrigidas por uma comissão designada pela SBF e sediada em São Paulo. Em consequência, na segunda fase há classificações estaduais e na terceira, uma classificação nacional. As provas da OBF para as três fases são elaboradas por uma comissão designada pela COBF e cuja identidade é preservada para garantir a lisura de todo o processo. A aplicação das provas ocorre num mesmo dia e horário em todas os estados onde há coordenações da OBF e com a supervisão do coordenador estadual. Da OBF 1999 participaram da fase classificatória cerca de 60 mil alunos; da fase estadual, outros cerca de 13 mil estudantes; na fase nacional (terceira fase) participaram mais de 500 estudantes. São considerados vencedores da OBF os dez melhores classificados de cada série na terceira fase, que são premiados em seus estados recebendo certificados da SBF com a respectiva classificação, o mesmo ocorrendo com seus professores. Em cada série, os cinco melhores estudantes da escola pública recebem menções honrosas. Os 40 alunos da primeira série com melhor classificação nacional poderão participar de uma Escola Preparatória, da qual sairão os estudantes que irão compor as equipes brasileiras para as Olimpíadas Internacionais. Aceitação A Olimpíada Brasileira de Física vem recebendo demonstrações de grande aceitação pela comunidade universitária, pelas escolas de ensino médio, pelos estudantes e por professores, podendo se tornar grande fonte de informações sobre o aprendizado e ensino de física no país, colaborando para a divulgação da física nas escolas e na comunidade, bem como disseminando outros projetos voltados para essa área, desenvolvidos nas universidades. “O sucesso da OBF, entretanto, dependerá do apoio financeiro que se possa obter junto a órgãos governamentais de financiamento, como o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico (CNPq) ou a Fundação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) ou, ainda, junto a fundações e agências ligadas ao desenvolvimento de projetos relativos ao ensino e aprendizagem”, declara o presidente da COBF. Como Tudo Começou As primeiras Olimpíadas de Física no Brasil ocorreram em âmbito regional, no Estado de São Paulo, nos anos de 1985 a 1987. Estas Olimpíadas foram organizadas pelo professor Shigueo Watanabe, então diretor executivo da Academia de Ciências do Estado de São Paulo (ACIESP). Em 1986, por iniciativa do professor Vicente Roberto Dumke, da Universidade Federal do Paraná (UFPA), realizou-se a Olimpíada Paranaense de Física. No período de 1987 a 1995, por falta de apoio institucional, ambas deixaram de ser realizadas. Em 1995, o Centro de Divulgação Científica e Cultural (CDCC) do Instituto de Física de São Carlos (IFSC), da Universidade de São Paulo (USP), sob a direção do professor Dietrich Schiel, retomou a realização das Olimpíadas. Em 1998, os estados da Bahia, Goiás, Pará, Pernambuco e Rio de Janeiro participaram, de forma experimental, da Olimpíada organizada pelo CDCC-USP. De forma independente, outros estados, como Ceará e Paraíba (desde 1993) e Minas Gerais (desde 1994) vinham realizando Olimpíadas de Física, em âmbito regional. No âmbito mundial, as Olimpíadas de Física são atualmente realizadas em quase 100 países. “Não há registro Da OBF 1.999 participaram da fase classificatória cerca de 60 mil alunos e mais de 500 estudantes chegaram à fase nacional No âmbito mundial as Olimpíadas de física são atualmente realizadas em quase 100 países Olimpíadas de Física 14 Física na Escola, v. 1, n. 1, 2000 de quando ocorreram as primeiras Olimpíadas referentes à física, mas é muito provável que tenham sido na Europa”. Sabe-se que na década de 60, três professores de física (C. Scislowski, da Polônia; R. Kostial, da então Tchecoslováquia; e R. Kunfalvi, da Hungria) decidiram organizar uma competição acadêmica entre os melhores estudantes de física de seus países. Surgiu, então, a primeira Olimpíada Internacional de Física (OIF), que ocorreu em Varsóvia, na Polônia, em 1962. Em julho de 2000, a OIF foi realizada em Leicester, na Inglaterra, pela trigésima primeira vez. A participação dos países na OIF é realizada com uma equipe de até cinco estudantes que devem estar cursando necessariamente, na época da Olimpíada, o ensino médio (antigo segundo grau). O Brasil participa das Olimpíadas Internacionais de Física com equipes formadas por alunos melhor classificados na Olimpíada Brasileira de Física realizada dois anos antes da ocorrência da OIF, uma vez que é necessário prepará-los de acordo com o programa internacional. Neste ano, a equipe brasileira formou-se com os melhores alunos da Olimpíada que ocorreu em 1998, que naquele ano cursavam a primeira série do ensino fundamental. Saiba mais... Para saber mais sobre o assunto, consulte um dos membros da Comissão da Olimpíada Brasileira de Física: Dr. José David M. Vianna - Presidente. E-mail: david@ufba.br Dra . Sandra Sampaio Vianna - Vice-Presidente. E-mail: vianna@npd. ufpe.br Dr. Adalberto Fazzio - Tesoureiro. E-mail: fazzio@if.usp.br Dr. Mauricio Pietrocola - Secretário. E-mail: pietro@ufsc.br MSc. Ozimar S. Pereira - Secretário Executivo. E-mail: ozimar@sbf. if.usp.br Outras informações também podem ser obtidas junto à Sociedade Brasileira de Física (SBF), com Sueli Mori Almeida. E-mail: sueli@sbf.if. usp.br Visite a página da Olimpíada Brasileira de Física no site da SBF. O endereço é: http://www.sbfisica.org.br/v1/olimpiada/2019/


ONTEM E HOJE

2000

Equipe brasileira na XXXI International Physics Olympiad
A delegação brasileira que participou pela primeira vez de uma Olimpíada Internacional foi formada pelo líder científico prof. José Evangelista Moreira, da UFC, e pelo líder pedagógico prof. Ozimar S. Pereira, coordenador regional (São Paulo) da Olimpíada Brasileira e tendo como observadora a profa. Maria José Moreira, também da UFC. A equipe brasileira que participou da XXXI Olimpíada Internacional de Física foi composta por (da esquerda para direita): • Maurício Masayuki Honda (São Paulo) • Roberto de Melo Dias (Pernambuco) • Prof. Ozimar S. Pereira • Profa. Maria José Moreira • Prof. José Evangelista Moreira • Guilherme Veríssimo Barreto Guimarães Lima (Ceará) • Victor Júlio Ferreira (Minas Gerais) • Danilo Jimenez Rezende (São Paulo) Por falta de um treinamento mais intensivo, a equipe brasileira não conseguiu uma boa classificação nesta sua primeira participação. É essencial que as escolas invistam em seus estudantes mais talentosos para que tenhamos melhor desempenho na próxima competição.
Física na Escola, v1. N.1, 2000

2018

Brasil conquista cinco medalhas na 49ª IPhO em Portugal
Brasil conquista uma medalha de Prata e quatro de Bronze na 49ª IPhO, International Physics Olympiad, realizada de 21 a 29/07 em Lisboa-Portugal.
A equipe brasileira das Olimpíadas de Física, formada por cinco estudantes, conquistou 5 medalhas na 49ª International Physics Olympiad (IPhO), ocorrida de 21 a 29 de julho em Lisboa –Portugal. Nossa equipe, formada pelos estudantes de S. Paulo, Thomas Rosswhite Bergamaschi (Prata), e do Ceará, Paulo Toshio Kitayama, Levy Bruno do Nascimento Batista, Nicolas Meira Sinotti Lopes e Matheus Barros da Silveira (4 de Bronze), selecionados dentre os participantes das Olimpíadas Brasileiras de Física (OBF e OBFEP), foi preparada pelo Comitê de Seleção Olímpica Internacional formado pelos professores Munemasa Machida (IF-Unicamp)–Coordenador, Airton Deppman (IF-USP), José Joaquin Lunazzi  (IF-Unicamp), Mário Ueda  (INPE) e José Roberto C. Piqueira (Politécnica-USP) com treinamentos realizados nos Institutos de Física da USP e Unicamp, Escola Politécnica da USP, INPE e ITA.O Brasil participa da IPhO desde 2000 e tem tido bons desempenhos, ficando este ano entre os trinta primeiros dos 90 países e 412 estudantes participantes.
O Brasil conquistou três medalhas de ouro e uma menção honrosa na 23ª Olimpíada Ibero-Americana de Física (OIbF), realizada em Mayaguez, Porto Rico, entre 20 e 28 de outubro. A equipe brasileira ficou em primeiro lugar entre as 17 equipes que participaram da competição.


http://www.sbfisica.org.br/~obfep

quarta-feira, 27 de março de 2019

IMPORTANTE

O projeto Física para Curiosos, promovido pelo Instituto de Física "Gleb Wataghin" - IFGW, no dia 5 de abril, às 19 horas, no Auditório do IFGW, estará realizando o colóquio da Profa. Carola Dobrigkeit, docente do IFGW. O título será "O que mais vem do céu além da luz das estrelas?".
Desde há muitos milhares de anos, os nossos ancestrais olhavam para o céu e se maravilhavam com o que viam. Ora, sabemos que com os nossos olhos conseguimos enxergar luz apenas em uma faixa muito estreita de comprimentos de onda. Então, as observações eram bastante limitadas justamente porque os nossos olhos são um detector bastante limitado.  No século XX, com o desenvolvimento de novas técnicas e de novos detectores, aprendemos que o céu é muito mais rico e complexo do que podíamos imaginar a partir do que vemos apenas com os nossos olhos. Mas o que mais chega à Terra que pode nos surpreender?  Nesta palestra, eu revelarei que, além da luz de estrelas, chegam na Terra os raios cósmicos. Abordarei como os estudamos, o que já aprendemos sobre eles, e também o que nos motiva a explorar cada vez mais a fundo essas partículas subatômicas com altíssimas energias.
Você pode assistir a palestra pelo site https://sites.ifi.unicamp.br/fisica-para-curiosos/
Ou pelo facebook https://goo.gl/sqk79F

Práticas Educativas em Ciências nos Anos Inicias do Ensino Fundamental

Tema: Vulcões
Público-Alvo: Estudantes do 4° ano do Ensino Fundamental.

O tema trabalhado na oportunidade foi Vulcão, porém, antes de chegar no encaminhamento desta atividade foi necessário estudar com a turma a organização do Sistema solar, em seguida a terra e suas características gerais, o solo, e por fim, os aspectos físico-químicos dos vulcões. Foi necessário também aproximar os conteúdos à realidade dos estudantes, para estes pudessem adquirir uma assimilação mais concreta. Foi de suma importância introduzir situações investigativas em sala de aula, como proposto por Carvalho (1998).
O tempo de duração desta prática docente foi de um bimestre letivo do ano de 2017, o que correspondeu a 16 horas/aula, visando, inclusive, introduzir Alfabetização Científica, já que a turma apresentava configurações de um ensino associado à alfabetização da língua portuguesa e matemática, apenas. Sendo necessário inicialmente oportunizar um ambiente discursivo, com momentos de relatos de experiências orais e escritos, além da atividade própria de experimentação na sala de aula com materiais de fácil acesso e baixo custo.
O resultado foi o engajamento da turma para produzir os vulcões com barro, argila ou massa de modelar, e depois, a simulação da erupção do vulcão com materiais específicos e acessíveis a todos para a experimentação.

A avaliação do desempenho dos estudantes foi por meio de relato de experiência oral e escrito, a fim de perceber a habilidade discursiva e a capacidade de construção da escrita, incluindo palavras diferentes do vocabulário, já que certos produtos químicos, (neste caso de baixo custo e acessível a todos), tem nomenclatura própria como “bicarbonato de sódio”, “vinagre”, “detergente” dentre outros.

Objetivo Geral:
Promover experimentos científicos com reações químicas na sala de aula utilizando materiais de baixo custo, visando aprendizagem significativa no estudo do solo e vulcões.

Objetivos Específicos:
·   Oportunizar na sala de aula um ambiente de reflexão e discussão de temas científicos.
·    Introduzir a alfabetização científica por meio de atividades contextualizadas e percepção do ambiente natural onde vivem, bem como a composição do universo (visualizar por meio de pesquisa na internet, observar o céu de dia e de noite, fazer pesquisas em livros didáticos da escola, desenvolver oficinas de recorte e colagem com figuras do universo).
·    Refletir por meio de figuras e vídeos sobre a terra e seus componentes naturais.
·    Conhecer por meio de pesquisas em livros didáticos e outras fontes científicas as características do solo.
·    Realizar um estudo sobre os vulcões e seus principais aspectos.
·    Produzir miniaturas de vulcões com barro, argila ou massa de modelar.
·    Realizar experimentos químicos com materiais acessíveis e de baixo custo para simular a erupção de um vulcão.
·    Fazer uma exposição no pátio da escola com os vulcões produzidos pela turma.

·    Avaliar os estudantes por meio de relatos de experiências oral e escrito, a fim de promover apropriação de novas palavras da língua portuguesa.

Metodologia

Um dos estudos mais significativos para as crianças é a noção de astronomia, onde nos deparamos com a nossa existência, e a compreensão do espaço onde vivemos.
A partir da imensidão do espaço geográfico, nos sentimos pequenos, ao olhar para o céu, nos sentimos como formigas, contemplar o mar, a lua, as estelas, ou mesmo acompanhar o processo que perpassa o dia, os meses, os anos, as estações, são variações que estão intimamente ligados a organização do universo, e disposição dos planetas no sistema solar.
A primeira etapa desta prática consistiu na introdução da Alfabetização Científica nesta turma, iniciamos o estudo sobre universo e o Sistema solar, foi apresentado a música Universo, do desenho animado Animaniacs, para dar percepção aos estudantes, propiciando visão micro e macro do universo. A duração foi 4h/a.
            Em seguida, realizamos uma roda de conversa sobre o universo, dando a abertura de espaços para questionamos:
1. O que aconteceria se estivéssemos mais próximos do sol?
2. Ou se estivéssemos mais distantes do sol?
3. Será que há condições de sobrevivência nos outros planetas?
4. Por que somos considerados o planeta azul?
Essas discussões são de extrema curiosidade para os alunos, e a partir destes despertamentos avançamos nos estudos sobre a composição do sistema solar, sua organização e o estudo da terra.
A segunda etapa consistiu no estudo da terra e suas propriedades físico-químicas, seus elementos, camadas (crosta, manto e núcleo), formato, condições naturais de sobrevivência, preservação dos recursos naturais, dentre outras temáticas relacionadas. Para esta etapa utilizamos muitas figuras contidas em diversas fontes como revistas, o livro didático próprio da turma, desenhos animados como: Show da Luna, Doki e Animaniacs.
            A terceira etapa estudamos mais delimitadamente as camadas da terra, o solo e seus tipos (arenoso, argiloso e humoso). Durante este percurso metodológico solicitamos que as crianças escolhessem um tipo de semente, localizasse um solo humoso, e num recipiente adequado plantasse a semente escolhida, além de ter o cuidado diário de deixar a terra sempre úmida para que a semente pudesse germinar. Esta atividade levou um tempo estimado de pelo menos 4 horas aulas, pois era necessário incentivar diariamente a turma a realizar em casa o procedimento, e acompanhar o desenvolvimento da semente até ela crescer. Os resultados foram excelentes.
           A quarta etapa foi produção de miniaturas de vulcões com barro/argila. Após as etapas de compreensão do espaço geográfico, de como é a organização da terra e componentes necessários para a vida, foi sugerido por mim que os alunos produzissem miniaturas de vulcões com barro. O conteúdo inicialmente foi exposto no livro didático (anexo), apresentando as características dos vulcões e o que acontece após a erupção. Conversamos sobre alguns lugares que possuem vulcões ativos e inativos, os elementos químicos que contém na fumaça dos vulcões, os males que podem trazer à saúde ao inalar aquela fumaça, e o que acontece com a lava após a erupção.
Foi solicitado que os alunos fizessem pesquisas sobre o assunto na internet pelo celular, já que a grande maioria da turma possui esta disponibilidade. Conversarmos na aula seguinte sobre o assunto sempre motivando-os a fazer a miniatura do vulcão.
A turma levou em média 4 horas/aula para fazer as miniaturas, então, conversamos novamente sobre a erupção e propomos a experimentação. Utilizamos bicarbonato de sódio, vinagre, corante e detergente. Os estudantes se organizaram para trazer o material já que era de baixo custo e não trazia nenhum perigo à saúde, realizamos o experimento na sala de aula. Todos os alunos participaram ativamente do momento com muita curiosidade, desejando, inclusive, realizar o experimento.
É fundamental que o professor estabeleça regras para que cada um possa realizar com calma a experimentação, pois a turma, ao acompanhar as etapas e resultados, fica bastante entusiasmada, e se não houver colaboração de todos pode resultar num momento de muita euforia e pouco aproveitamento.
Concluindo a etapa da experimentação propomos uma roda de conversa sobre o que foi realizado na aula, em seguida solicitei que cada um fizesse de maneira objetiva a descrição das etapas do experimento.

Conteúdos
Os conteúdos trabalhados foram delimitados no Livro Didático (Aprender Juntos, Ciências) como componente curricular obrigatório do 4° ano do Ensino Fundamental. São conteúdos estabelecidos numa linha didático-metodológica para o 1° bimestre letivo. Foram os seguintes:
Sistema solar
O planeta Terra.
De que é formado o Solo?
Vulcões.

Resultados:












BRASIL. Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: Ministério da Educação, 2018.
DISCOVERY KIDS BRASIL. O Show da Luna. São Paulo, 2016.
MOTTA, Cristiane. Aprender Juntos ciências, 4º ano: Ensino Fundamental. 4. ed. São Paulo: Edições SM, 2014.
Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=HjCQUjwwQGc

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Letícia de Oliveira Santos - Mestranda do Programa de Pós-graduação em Ensino de Ciências e Matemática (PPGECIM/UFAL)
Prof. Dr. Kleber Cavalcanti Serra - Instituto de Física/UFAL (Orientador) 

terça-feira, 26 de março de 2019

Convite para Defesa de Dissertação de Mestrado (PPGECIM/UFAL)


Defesa da Dissertação intitulada “Ensino de Ciências nos anos finais do Ensino Fundamental, alfabetização científica e práticas educativas”, da mestranda Letícia de Oliveira Santos, que será realizada no dia 29/03/2019, às 14h00min, na Sala de Seminários do Centro de Educação, da Universidade Federal de Alagoas (CEDU/UFAL), Campus Maceió.

Professores examinadores:
Prof. Dr. Kléber Cavalcanti Serra  (IF/UFAL) - Orientador;
Prof. Dr. Elton Casado Fireman (CEDU/UFAL) 
Prof. Dr. Antônio José Ornellas Farias (IF/UFAL)





sábado, 23 de março de 2019

Uma dúvida cruel.
O aluno escreveu o seu trabalho e ao defender um dos examinadores critica a configuração do mesmo que não está baseado na normas da ABNT. Agora veja a recomendação feita pela coordenação geral do Mestrado Profissional em Ensino de Física (Profis).

1) É obrigatório citar nas dissertações do programa um agradecimento a CAPES (ver portaria anexada em PDF) nos seguinte moldes:

"O presente trabalho foi realizado com apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - Brasil (CAPES) - Código de Financiamento 001."
    
2) É obrigatório constar na dissertação um capítulo de introdução sobre a Física relacionada ao produto educacional desenvolvido.

3) O modelo de dissertação do programa deve está no formato do arquivo anexado. Aqui é que reside o problema. O modelo que deve ser seguido, pode não estar de acordo com as regras da ABNT que mudam com tanta frequência que o pobre aluno "fica muito doidão". Até ia colocar o modelo, mas desisti pois é específico para este mestrado. Chamo atenção basicamente para os itens 1 e 2.